Fotos que contam histórias

Spathi
Ericales

Alvorada

Reverências ao novo dia…

Lua e Vênus

Orvalho

Final de Outono


Em seu adeus, o fim do outono ainda deixou

A cor, que ludibria a câmera
Duas jóias escondidas
E a gestação.

A alegria dos rebentos
E a lágrima.

A simples e bela
O permufe suave
A folha, lilás e branca
E as pequenas graciosas

A folha vermelha
A flor da flor
Venerando o Sol

E o voo…

Impatiens – variedades

Duas belas variedades, gentilmente cedidas, entregam suas primeiras flores.


Ambas são “dobradas”. E a branca chega a parecer uma rosa!”

Espero que logo possam fazer parte desse cenário.



Abaixo, o registro de algumas que encontrei crescendo pelas margens de rodovias.



Adversidade (fácil é…)

A sina da semente é germinar.

Dura Natureza.
Sábia Natureza.

Fácil é… prosperar quando o solo é fértil.

Protandria em Impatiens

O botão nasce, desenvolve-se e a flor abre.




Permanece aberta entre três a cinco dias, quando então despe-se das pétalas.
Resta então o fruto que desenvolverá as sementes… ou se perderá.

A ocorrência da fecundação depende de interações e sincronismo que a natureza vem cuidando de manter através dos tempos.


Mas em qual momento ocorre a polinização?

Voltemos alguns quadros. Quando a flor abre (antese) pode-se notar que há no centro uma pequena protuberância, uma espécie de cápsula com uma fenda. Abaixo dela vemos a entrada do tubo nectário.


Nessa estrutura encontram-se as anteras, de onde são gerados os grãos de pólen. Com a antese, a fenda das anteras começa a abrir (deiscência das anteras) e só então ocorre a liberação do pólen.

Pouco no início, a liberação passa a aumentar e após 24 horas já é abundante: a flor parece viver uma fase totalmente masculina.

A polinização é a transferência dos grãos de pólen das anteras para os estigmas – parte do órgão masculino (androceu) e feminino (gineceu) da flor.

Mas onde estão os estigmas? Como polinizar manualmente a flor de Impatiens?

Cerca de quarenta e oito horas depois da abertura da flor, o segredo começa a ser desvendado.

A estrutura das anteras e todo o androceu entra em colapso e, em um sobressalto, revela que ele próprio recobria sua porção complementar: vemos então o carpelo (estigma, estilete e ovário).

Essa é uma planta em que o fruto libera as sementes em uma explosão. Literalmente. E ela parece gostar desse tipo de espetáculo, pois também o emprega, em menor escala, ao descobrir o órgão feminino.

A estrutura masculina, que recobria a feminina, rompe-se da flor em sua base e começa a desidratar-se iniciando uma ruptura longitudinalmente, de baixo para cima, até que se desprenda definitivamente como se fosse ejetado.

É quando podemos ver um carpelo novo em flor, com um estigma ainda não receptivo: a flor parece viver agora sua fase feminina.

O estigma começa então a abrir-se como uma flor em miniatura.

O surgimento da “flor” de uma flor é o sinal para a polinização.




A maturação do estigma ocorre bem depois da maturação do grão de pólen: você presenciou a protandria em Impatiens.

Esses processos que dificultam a fecundação de uma flor pelo seu próprio pólen são mecanismos de auto-incompatibilidade. Eles têm sustentação no modelo evolucionário.

Duas flores em duas fases: masculina e feminina

Polinização

As várias faces de Impatiens

A Impatiens, que dentre tantos outros nomes populares também é conhecida como beijo, é fartamente encontrada em listas de plantas invasoras, ornamentais e até medicinais.

A extrema facilidade de enraizamento – uma única folha colocada em água gera raízes em pouco tempo – aliada a um sistema eficaz de dispersão de suas sementes já a colocariam como candidata em qualquer lista de invasoras potenciais. Junte-se a isso o clima favorável que encontrou por aqui e mais uma planta introduzida avança sobre matas e parques brasileiros.

Em Invasões Biológicas – Conservação da Biodiversidade – USP, vemos um gráfico (pág. 17) que mostra seu avanço desenfreado sobre a mata nativa, sem qualquer indício de que a fase de estabilização tenha iniciado. De fato, até mesmo a fase de naturalização não está bem delineada: a planta parece ter entrado direto na fase de invasão, sem escalas.

Andei “arrecadando” Impatiens de cores variadas diretamente das matas invadidas, em um raio de mais ou menos 300 km. É comum ver quilômetros seguidos das margens das rodovias sendo coloridas por beijos.

Mudando de lista… quão bela uma invasora pode ser?











Impatiens

[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101112-001.jpg]27090
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101112-002a.jpg]430
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101112-003a.jpg]620
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101112-004a.jpg]370
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101112-006.jpg]350
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101120-002a.jpg]360
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101120-003b.jpg]290
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-101120-011c.jpg]430
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-branca-101114-001.jpg]290
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-branca-101114-002.jpg]140
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-cores-101117-005.jpg]250
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-cores-101117-018.jpg]260
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/impatiens/thumbs/thumbs_impatiens-cores-76777d-025.jpg]360

Cores em flocos

Seria interessante se conseguíssemos vislumbrar a beleza de uma flor por sua semente?

Talvez.  Mas sempre há um certo encanto em colocá-las para germinar e ver o desenrolar de todo o processo.  Estas acima são de Phlox drummondii e mais parecem a fase “patinho feio” dos delicados e coloridos buquês que, se tudo correr bem, formarão.

Eis o que acontece quando entregamos um pouco de terra e água aos pequenos grãos: onze dias depois elas despertam… e quase ouvimos bocejos!

Enquanto os dias cumprem a função milenar de cadenciar o ritmo de seu tempo, os pequenos seres verdes desenvolvem-se…

17 dias

24 dias

34 dias

Inicialmente tínhamos muita terra e pouca planta, mas agora o cenário é o oposto.  A divisão em vários vasos fornecerá mais espaço, necessário aos agora jovens flocos.  A tarefa que exige cuidados é a mesma que o transportará por alguns instantes ao mundo secreto da Natureza.

Phlox

[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d011.jpg]11230
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d017-002.jpg]190
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d034-001.jpg]210
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d083-003.jpg]160
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d088-001.jpg]130
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d088-003.jpg]100
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-001.jpg]180
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-002.jpg]140
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-008.jpg]70
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-009.jpg]60
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-010.jpg]30
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-012.jpg]30
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-013.jpg]50
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-016.jpg]90
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d098-001.jpg]110
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d098-002.jpg]130
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d098-003.jpg]140
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d098-005.jpg]120
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d101-001.jpg]140
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d024.jpg]120
[img src=http://www.fotosquecontamhistorias.com.br/wp-content/flagallery/phlox/thumbs/thumbs_phlox-d095-014.jpg]150