Fotos que contam histórias

Spathi
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As várias faces de Impatiens

A Impatiens, que dentre tantos outros nomes populares também é conhecida como beijo, é fartamente encontrada em listas de plantas invasoras, ornamentais e até medicinais.

A extrema facilidade de enraizamento – uma única folha colocada em água gera raízes em pouco tempo – aliada a um sistema eficaz de dispersão de suas sementes já a colocariam como candidata em qualquer lista de invasoras potenciais. Junte-se a isso o clima favorável que encontrou por aqui e mais uma planta introduzida avança sobre matas e parques brasileiros.

Em Invasões Biológicas – Conservação da Biodiversidade – USP, vemos um gráfico (pág. 17) que mostra seu avanço desenfreado sobre a mata nativa, sem qualquer indício de que a fase de estabilização tenha iniciado. De fato, até mesmo a fase de naturalização não está bem delineada: a planta parece ter entrado direto na fase de invasão, sem escalas.

Andei “arrecadando” Impatiens de cores variadas diretamente das matas invadidas, em um raio de mais ou menos 300 km. É comum ver quilômetros seguidos das margens das rodovias sendo coloridas por beijos.

Mudando de lista… quão bela uma invasora pode ser?











Impatiens

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Dente-de-leão

Taraxacum officinale

As serpentes e o castelo de Neomarica

Neomarica sp.

“Durante um período do ano, os castelos mágicos de Neomarica aparecem sobre a terra, no alto de colinas verdes.

Menos de doze horas se passam desde o momento que surgem até desaparecerem completamente, para então ressurgirem em outro dia, noutro local.

E é nessa época que costumamos ouvir relatos encantados, enebriados, por vezes até assombrados daqueles poucos agraciados com a sorte desse vislumbre. Vistos, sim. Mas quem ousar desvendar seus segredos terá antes que enfrentar a fúria das três serpentes azuis…

Fronte azul e ventre amarelo, ambos entrecortados por raias, carregam a força de mil tigres, estampados nas marcas em seu dorso. Essas gigantescas, ameaçadoras e temidas criaturas protegem cada uma das três imponentes torres de cristal: o castelo de Neomarica.

Conta a lenda que as najas são mensageiras desses seres colossais e que, por isso, receberam o sopro de seu poder.

Os castelos mágicos de Neomarica continuam a vicejar sobre a terra, sempre na mesma época. E todos acham que isso é um sinal.

Sinal de que seus segredos nunca foram penetrados. Ninguém que tenha triunfado a batalha das serpentes jamais foi visto novamente.

Conta a lenda que a torre de cristal transforma-os em… serpentes azuis!”


Neomarica

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Cores em flocos

Seria interessante se conseguíssemos vislumbrar a beleza de uma flor por sua semente?

Talvez.  Mas sempre há um certo encanto em colocá-las para germinar e ver o desenrolar de todo o processo.  Estas acima são de Phlox drummondii e mais parecem a fase “patinho feio” dos delicados e coloridos buquês que, se tudo correr bem, formarão.

Eis o que acontece quando entregamos um pouco de terra e água aos pequenos grãos: onze dias depois elas despertam… e quase ouvimos bocejos!

Enquanto os dias cumprem a função milenar de cadenciar o ritmo de seu tempo, os pequenos seres verdes desenvolvem-se…

17 dias

24 dias

34 dias

Inicialmente tínhamos muita terra e pouca planta, mas agora o cenário é o oposto.  A divisão em vários vasos fornecerá mais espaço, necessário aos agora jovens flocos.  A tarefa que exige cuidados é a mesma que o transportará por alguns instantes ao mundo secreto da Natureza.

Phlox

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Árvore do Colibri

Há bem pouco tempo, antes mesmo de fazer essas fotos, plantas, flores e tais eram para mim seres especiais: fantásticos em sua natureza, exóticos em seus nomes. Tirando uma Acácia alí, um Flamboyant aqui, quase todas eram desconhecidas. Flores? Talvez uma rosa.

Há muito tempo, um senhor que tinha o hábito de plantar qualquer semente que cruzasse seu caminho acabou por transmitir, de certo modo, esse costume. O Semeador talvez até soubesse o nome de algumas espécies, mas isso ele não passou.

Havia uma especial… cujo nome ele não conhecia.

O sol surgindo...

Mesmo assim, como de hábito, mais um pé de “não sei o que” começa a brotar no terreno. Ficava praticamente em frente, no jardim, mas para quem plantava de tudo, era um jardim nada convencional…

Cresceu. Como as rajadas de vento, tal ondas quebrando, que costumavam açoitar a noite serena lá fora, ela também anunciava que avizinhava-se o Natal. Seu aviso era exuberante, dado por intensas floradas.  Era como se respirássemos um ar diferente, renovado. Árvore que dorme à noite. Flor que desperta.

... seus raios avisam à flor de Calliandra que chegou a hora da transformação.

Assim permanece, num viço tamanho, até que o sol da manhã seguinte anuncie que seu tempo acabou: hora de virar semente. Mas as flores da próxima noite já estavam sendo calmamente forjadas, dia após dia, semanas à fio.

Estas flores guardam substância essencial e muito apreciada por colibris, mas sua abertura tardia quase fazia valer o feitiço de Áquila. Então, era sempre aquele desespero, tanto ao anoitecer como ao amanhecer, mas nesses breves instantes eles sempre se encontravam. E daí que passamos a chamá-la de “árvore do colibri”.

O Feitiço de Áquila.

Talvez existam muitas por aí com história semelhante, mas aquela era a nossa árvore do colibri. E o Semeador não viveu para saber qual seria o seu nome exótico, dado pelos homens sábios. E, cá entre nós, como profundo conhecedor da língua que era, suspeito que até teria gostado.

Afinal, a árvore do colibri era uma Calliandra!