Fotos que contam histórias

Spathi

Visitante longínquo

De 20 de fevereiro até 07 de março deste ano (2013) teremos nova oportunidade de acompanhar a passagem de um cometa. É uma janela aproximada, para quem encontrar-se em latitudes ao redor dos 20 º sul. Durante esses dias, pegue uma cadeira e acompanhe o por do Sol até pouco antes do início da noite: um cometa estará ligeiramente a esquerda do local onde o Sol se esconde.

Trata-se do C/2011 L4 PANSTARRS. Embora previsão de brilho de cometas seja matéria conhecidamente pouco confiável, os melhores números das tábuas apontam para valores perto de magnitude zero. Isso é mais brilhante que a Estrela de Magalhães, a Acrux (o “pé” do Cruzeiro do Sul), o que justifica o burburinho que anda causando nos fóruns de astronomia. Já o verdadeiro alvoroço fica por conta do C/2012 S1 ISON (novembro/2013), cuja previsão de brilho é realmente impressionante, mas deixemos isso para mais adiante.

L4 hoje já é um objeto passível de ser visto a olho nu durante os últimos instantes da madrugada e início do alvorecer. Não permanecerá aí por muito tempo, pois já está mergulhando na claridade da manhã e fazendo sua transição do céu da madrugada para o céu do entardecer. As fotos abaixo mostram o que pude conseguir debaixo da grande poluição luminosa da cidade.

Essa foto é uma composição de duas imagens. As contas em forma de colar formada pelas estrela no alto da foto é a constelação Corona Australis, a Coroa Austral. Fácil notar a dificuldade de se encontrar algo com magnitude em torno de 5 quando a poluição luminosa reina. Por acaso, as luzes de um avião deixaram um linha que indica a posição aproximada do cometa. Aumentar o contraste da foto parece não ajudar muito:

Um recorte, ampliando e invertendo a imagem, mostra o L4 (indicado no círculo).

Abaixo, composições de 4 e 3 imagens, respectivamente. Nota-se que, além da poluição luminosa, algumas nuvens também contribuiram para dificultar o registro.

Legendas:

O final da noite trouxe outro alvo difícil de ser fotografado: A Lua em seu último dia de minguante, com apenas 1,3 % da superfície visível iluminada.

Em outro acaso, a ISS (International Space Station) também surgiu e deixou registrada sua passagem, um traço no canto inferior esquerdo da foto seguinte:

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